sábado, 27 de abril de 2019

Alguns meses livre de ansiedade

Para quem possa seguir este blogue, faço este relato para que saibam que é possível rumar em direcção a momentos livres de ansiedade.
Mas deixo uma palavra de cautela, para aqueles que são propensos a acalentar esta emoção tão desagradável.
Tal como um ex-alcoólico tem que estar vigilante em relação a possíveis recaídas, também o ansioso tem de se precaver de comportamentos e rotinas familiares que tragam o nefasto sentimento ao topo.

Tudo começa com um pequeno passo. Admitir que a ansiedade existe, saber que ela não tem domínio sobre nós, que é uma manifestação de algo que está a processar-se em nós.
Adoptar uma postura meta, ou seja ser um espectador do nosso próprio sentimento, e dar-se tempo para ver desconstruir. Compreender que tudo tem o seu tempo, e que cabe nos definir o que é que importante preservar no presente. É mesmo uma questão de escolha, o problema pode ser só mesmo um de falta de método na relativização do sentimento. 

Hoje em dia, passado mais de um mês dos últimos ataques de ansiedade, posso dizer que há uma atitude mais consciente quando  os primeiros sinais surgem. Afinal tudo é passageiro, se optarmos por seguir com a nossa vida.

Do not linger.