A poucas horas de entrar em 2019, convém recordar que os começos são alturas muito delicadas. No início do que quer que seja vem a expectativa do que pode ser, a promessa de um desenrolar. É frequente para algumas pessoas terem receio do que possa estar ao virar da esquina. O ter de enfrentar um novo ano, pode ser assustador.
Mas não há nada para temer em relação ao futuro. O mundo deve ser vivido no presente, e não há que cismar com a mudança de uma algarismo no calendário. Frequentemente somos cilindrados com a pressão do tempo. Os segundos que passam, os minutos que parecem escassos, as horas que desaparecem, os dias que voam, os meses que já não se recuperam, anos perdidos no tear do tempo. Este não é o momento para olhar para o tempo, nem para o espaço.
Voltamos sempre ao mesmo ponto de ordem: Aqui e agora, é isso que importa na gestão de uma mente sã.
Um bom ano para todos, independentemente do momento em que estejamos a contabilizar.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Ano Novo
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Natal
Durante muitos anos a semana entre o Natal e a Passagem de Ano causava-me alguma ansiedade. Não sei se é muito pertinente perceber a razão por de trás das ânsias desta altura do ano. Afinal tudo se resume a um fluxo de pensamentos que se detem na nossa agulha de consciência por mais tempo. Encontrar a atitude para fazer face ao sentimento que se instala é sempre o melhor caminho.
Uma lista de motivos para estarmos gratos é uma boa forma de lidar com o problema. O objectivo passa pela valorização de quem nós somos e esta valorização será tanto mais forte, conforme possamos dar a volta ao momento de preocupação.
Há muito mais valor em nós do que aquele que nos é atribuído pelo exterior.
sábado, 22 de dezembro de 2018
Antídoto
Quando por momentos a ansiedade vos vier visitar lembrem-se das seguintes palavras e digam-nas bem alto até que o pensamento perturbador fuja.
Eu sou bom
Eu consigo
Eu importo
Eu sou maravilhoso
Eu tenho uma vida maravilhosa
Eu vou fazer ainda mais por mim e pelos outros
Eu vou transcender-me por mim e assim inspirar outros a transcenderem-se por eles.
O importante é pôr palavras positivas a influir no pensamento, para em seguida passar para a acção positiva. Ocupar a mente com outro tipo de energia retemperadora pode ser a solução para quando não conseguimos ligar-nos com a Consciência Presente.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Inactividade
Há momentos na vida em que temos períodos de inactividade, porque estamos doentes, porque estamos de férias, porque estamos reformados. Nesses períodos podemos incorrer em pensamentos tóxicos que nos encaminham para um estado de ansiedade. Na verdade o nosso foco é que pode estar desalinhado. Porque ter tempo é o melhor que pode haver, o segredo é saber tirar maior partido desse tempo, para alimentar o Ser que somos nós. Se por momentos um sentimento de ansiedade toma conta do nosso dia, devemos deixar passar esse sentimento, estando conscientes de que não nos pertence que é um visitante que está de passagem e não se vai poder demorar porque há outros visitantes também a chegar. A ansiedade continua apenas se a convidarmos a ficar nesse tempo que temos livre. Porque não convidamos antes a alegria, o amor, a felicidade a ficar connosco.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Eventos imprevistos
Esta semana tive uma cólica renal. Esta semana tive muitas dores, tive frio e calores.
Curiosamente durante a dor e o sofrimento físico nunca pensei na minha ansiedade nem nas causas habituais do meu sofrimento.
A conclusão que eu tiro deste episódio é a de que perante o meu sofrimento físico, eu fui capaz de enfrentar a dor e focar-me em sobreviver sem me deixar ir abaixo. Para todos os que como eu se deixam atacar pelos venenos da mente, o que eu sugiro é uma receita de uma professora de Teatro que tive durante os meus anos no ensino secundário:
Não se Preocupem - Ocupem-se
A cabeça se estiver ocupada com outras coisas que são igualmente importantes para o nosso dia a dia não vai dar tanta importância aos medos gerados por ideias mal alimentadas do ego.
Se não conseguem ir ao vosso mar de tranquilidade, tentem pelo menos desviar o padrão do pensamento ansioso, para um pensamento mais criativo e ocupado que vos permita através da participação em eventos, crescer.
Com a calma adquirida, pode ser que se possam focalizar no vosso espaço consciente que a mente tenta ocupar a todo custo.
Nós somos mais do que a mente, muito mais, com potencial para o incrível.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Terça feira
Ontem tive uma cólica renal.
Estava a trabalhar. Quando me deitei no chão, tive vários colegas que me vieram assistir. Fui levado para uma enfermaria nos serviços clínicos onde trabalho. Foram me dados os cuidados possíveis. Vivi dores muito intensas.
Não me senti ansioso da mente, apenas tive um stress físico. Senti me acarinhado.
Fui cuidado.
Hoje sinto me melhor fisicamente, mas estou ansioso, pela minha própria fraqueza. Um sentimento de impotência face ao mundo.
A receita é a mesma, diluir pensamentos.
Vou ser forte.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Segunda-feira
As segundas-feiras, o despertar da Primavera, o princípio de um novo ciclo por vezes traz o receio de enfrentar o desafio que cada dia traz. Aonde é que eu meto a minha confiança, aquela característica que devia ser inata, que nos permite a superação constante. Enfrentar o desconhecido com a certeza que existe mais desafios para serem conquistados pela ação.
Muitos de nós sucumbem à ansiedade, essa terrível companheira paralisante que nos alimenta o receio de tentar, de acreditar que há mais além do estar parado, do receio constante que se fizermos acção A ou B, algo de horrível vai acontecer. Mas não vai. Nunca vai, está sempre na nossa cabeça.
Silenciar a ansiedade começa por entender que muito do que vai na nossa mente é ruído, não interessa para o nosso bem ser escutado.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Acreditar que somos capazes.
É muito bom estar vivo.
Se há momentos em que ansiedade nos corrói em acreditar o contrário, é muito importante escrever esta mensagem agora, em que a ansiedade não está por perto para perceber que há momentos de tranquilidade e de pensamento positivo.
Um conselho que eu dou a todos aqueles que por vezes desesperam é registar sobretudo os momentos positivos num diário pessoal. Nos momentos em que a postura da alma está mais erguida, devemos tomar nota de como nos sentimos bem, de como o presente oferece a promessa para um dia bom e pleno de coisas boas. Este exercício tem várias vantagens, duas das quais são: 1) sublinhar o sentimento de optimismo presente e cultiva-lo para que se mantenha no consciente e criar raízes mais fundas para que se torne um optimismo inabalável para cada dia que se sucede; 2) ter um registo de memória para um eventual dia em que a ansiedade venha, e possamos olhar para trás e perceber: espera eu já tive dias bons, e se calhar ainda posso ter mais.
A ansiedade é um estado temporário que só nós temos o poder de manter ou deixar ir.
Registar o positivo é aumentar o potencial de resistir a futuros embates com o medo e ansiedade.
Peguem num bloco e registem os momentos bons que têm no vosso presente, amigos, familia, conforto de um lar, o que seja. Lembrem-se que esses momentos são presentes.
Se não forem capazes de visualizar o bom que têm no exterior, não desesperem há um local no vosso interior onde podem encontrar um porto de abrigo - o vosso espaço de existencia que sustenta o vosso ser com todos as sensações e pensamentos que vos ocorrem. Este espaço está para lá dos vossos pensamentos, e compõe as fundações de quem vocês verdadeiramente são. Procurem ir para lá dos vossos pensamentos conscientes, sintam-nos apenas como veículos que passam na auto-estrada da vossa mente, e encontrem uma forma de ir abaixo dessa auto-estrada e sintam a tranquilidade do vosso ser. Um espaço que é só vosso, onde os pensamentos não habitam, mas onde o vosso ser holístico com todo o seu potencial reside.
Conscientes de como podem ter um refugio da ansiedade, voces poderão começar a perceber quão relativa é a natureza do receio que tanto vos incomoda, e podem começar a escolher que carros é que vocês vão dar atenção nessa auto-estrada mental. Disciplinando-se a ver apenas o que interessa para vos por num registo positivo, vão começar a exercitar a mente para sustentar o bom, e não o mau.
Lembrem-se, são veículos. Não se detenham com os que não interessam. Escolham estar em veículos que vos edifiquem.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Ansiedade a um mínimo
Por ventura estar melhor, encontrar as estratégias que permitem viver com um peito mais leve e com a sensação de que há muito valor em tudo o que está pela frente.
O segredo é confrontar o medo com propostas mais sedutoras da realidade. A mente é como um porto onde passam inúmeras correntes de pensamento. Nos momentos de maior turbulência, há uma propensão para pensamentos com uma carga mais intensa. Duas estratégias.
Uma passar à ação, ocupar a mente com actividades ou com outros pensamentos.
Outra possibilidade, deixar as ideias negativas fluir para outro lugar e rumar em direção às tranquilidade. Com algum tempo, a ansiedade vai minimizando.
Acreditem há saída e a ansiedade pode ser muito reduzida com uma atitude consciente.
Sono agora.
Tenho de ir andando.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Reacção
Uma conversa simples. Uma pergunta e uma resposta, foi tudo o que bastou para provocar medo.
Eu não posso aceitar que a causa seja esta resposta. Para o facto presente, o teor da pergunta e resposta não é relevante, uma vez que a resposta consistiu num não sei.
A percepção da forma da resposta é que impulsionou um medo, que para mim já cá estava escondido.
Creio que temos muitos medos escondidos dentro de nós. Pequenas bombas relógio que deixamos para trás, em determinados momentos, pequenos momentos não solucionados, e que ficam a semear a desordem interna.
Não está correcto. Há muitas maravilhas na vida de cada um que deixam de ser percepcionadas porque estas pequenos parasitas do passado nos assaltam, activados por um estimulo do presente.
A solução para este problema não passa por retirar os estímulos, se bem que numa primeira abordagem, quando os ataques de medo e de ansiedade surgem como intoleráveis, possa ser desejável reduzir o contacto com este tipo de estímulos. No entanto, o caminho para a liberdade passa por encontrar cada um destes dispositivos do passado e desmantela-los a um ponto em que já não nos possam ferir caso sejam estimulados.
Como é que se faz isso?
Reconhecendo que são todos frutos do passado. O que é passado por desígnio já não pode ter acção no presente, porque já passou, e se o seu eco nos incomoda, é preciso regular o nível do eco para patamares onde não nos possa ferir. Uma recordação, um estimulo podem existir, nós temos que perceber que o passado está lá para trás. Não está aqui e agora. Aqui e agora estão outras coisas. O que o presente nos recorda não é o mesmo que significa. O passado teve um impacto, o estimulo do presente não deve ter esse efeito.
Compreender que o estimulo pode servir para inspirar e não para magoar é o caminho. Perceber que aquela palavra não tem de ter o mesmo peso, que aquela acção não se pode reflectir em nós. E se o estimulo é externo, é apenas da responsabilidade de quem o produziu, o seu efeito tem de ser relativizado.
Objectivo futuro:
Cada estimulo que me provoque uma reacção adversa. Deve ser imediatamente detectado, e associado a uma resposta positiva. Por exemplo, oferecer-me algo, um chocolate, uma musica, uma leitura de uma anedota. É preciso reeducar a mente. As acções dos outros não devem destruir-nos. Temos de nos fazer imutáveis em espírito ao veneno alheio, pois na maioria dos casos não é veneno, e se por acaso a origem tem uma intenção venenosa, é muito provável que nem sejamos nós os visados.
domingo, 4 de novembro de 2018
Às vezes a tristeza
A ansiedade nem sempre me habita. Por vezes dá me tréguas e eu sinto que sou novamente senhor da minha disposição. No entanto, só conseguimos ser verdadeiramente mestres do nosso animo se ativarmos a carapaça que nos protege das circunstâncias.
O mundo está cheio de eventos que nos podem afectar, produzindo uma resposta emocional, que pode ser alegria, tristeza, raiva, melancolia, ódio, amor, desejo, repulsa, enfim uma infindável lista ocorre-me. O propósito desta partilha é perceber que temos uma escolha permanente. Qual é a emoção que queremos ter ao nosso alcance? Se somos muito permeáveis ao meio, é melhor reconhecer o tipo de circunstâncias que nos afectam e tomar medidas para as evitar. Se existem pessoas que são tóxicas na atitude, se existem lugares que nos deprimem, se há ambientes que não nos deixam cómodos, podemos e devemos proteger-nos desses espaços e dessas pessoas.
Pelo menos até conseguirmos desenvolver as nossas muralhas defensivas, pois todos as temos, alguns mais do que outros. A ansiedade alimenta-se deste momentos de fraqueza, em que as energias negativas estão mais pontuadas.
Às vezes a tristeza alimenta um medo que descontrolado se transforma em ansiedade.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Velhos companheiros
Depois de um ataque de ansiedade, existem dois visitantes que atacam em força - a dúvida e a crítica.
A dúvida vem por em causa a nossa visão da realidade. A crítica vem por em causa quem nós somos.
A ansiedade alimenta-se de medos e frustrações que muitas vezes não têm um fundamento efectivo para existir, mas tão simplesmente na possibilidade de que algo possa vir a ser. Essa é a natureza da dúvida, fornecer-nos cenários que não estão cá, mas que podem vir a estar. Um relacionamento que pode acabar, um emprego que se pode perder, um teste que se pode falhar.
A crítica por outro lado apressa-se a atacar a nossa essência, pondo em causa quem nós somos, as nossas qualidades, as nossas capacidades, que por sua vez vão fornecer mais elementos para a dúvida construir a sua teia de receios.
Uma das formas de enfrentar este velhos companheiros da ansiedade é enfrentando-os com optimismo.
As dúvidas têm de ser desconstruídas com o positivismo da realidade que é, e não com o que possa ser.
As críticas são refutadas com base nos sucessos já alcançados. Se necessário pedir a alguém que nos ajude a recordar as nossas valias pode ser o princípio do caminho para reconhecermos o nosso valor.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Ataque!
Está acontecer!
Estou sob um ataque de ansiedade.
Fisiologicamente, sinto uma pressão no peito grande, como se um peso estivesse atado ao meu coração e me estivesse a puxar para baixo.
A cabeça está a disparar pensamentos errantes sobre o mundo e as pessoas que eu amo, dando-lhes um lado negativo, que não lhes pertence.
Preciso de mudar de perspectiva, preciso de cortar o pendente que se enrola no coração.
Há mais vida do que esta deformação da percepção do que é real.
Sinto-me isolado e no entanto há uma quantidade significativa de amigos, à distância de um telefonema.
Na era de informação, não deixa de ser irónico que eu sucumba a estes medos.
O que é preciso fazer nestas situações é respirar e não deixar-me levar pelos piores pensamentos.
domingo, 21 de outubro de 2018
Causas
Nem sempre conseguimos explicar a causa de uma ansiedade. Por vezes parece provocada por uma conversa, uma expectativa, uma ação.
A causalidade varia de caso para caso e tem diferentes graus de intensidade.
Mas a terapia de cada um começa sempre no íntimo. É importante ganhar consciência de que a ansiedade é um produto de uma mente que processa informação à luz de uma cadeia de valores assentes no medo e de que estes receios não podem fazernos mal.
Com essa defesa instalada, podemos partir para a avaliação da natureza desse estado nefasto da alma.
O que sim é importante fazer, é erradicar a perversão do pensamento. Desconstruir a causa enquanto agente de corrosão e perceber que muito provavelmente, a ansiedade deriva de uma mudança de perspectiva sobre a realidade. De que o mundo é composto de circunstâncias e não de problemas.
Alguém que tenha ansiedade em voar pelo medo do que possa acontecer, poderá obter uma mudança de atitude se vir que é estaticamente mais difícil morrer de uma queda de avião e de que o propósito do voo é mais importante do que o estado de medo.
Há de facto uma escolha nos medos, essa é baseada na atitude, numa indisponibilidade que afirmamos face à causa. Escolher não ter medo e prosseguir com um novo estado de alma.
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Circunstâncias
Há momentos em que me posso sentir que a minha ansiedade é provocada por algo exterior a mim. Pode ser resultado de um comportamento de circunstância, por parte de alguém que tem importância para mim.
Impossível de reagir, porque o que é dito transcende o meu limite para aquilo que estava preparado para a ouvir. No entanto, não são necessárias palavras, atitudes ou ausência delas. A ansiedade manifesta-se.
Isto é a parte mais importante para reter deste post:
Tudo o que se passa no exterior é irrelevante para o nosso estado de plenitude.
A nossa paz/felicidade depende exclusivamente de nós.
Uma mente ansiosa achará sempre que as circunstâncias têm prevalência sobre o bem estar. A mente perturbada vai ver o mundo como o grande gestor do bem e do mal.
Mas não é assim. O mundo é apenas um palco onde decorrem os eventos.
O segredo da paz em palco está no controlo emocional e na projecção da verdade para o interior de cada um. A paz estará sempre cá dentro, mesmo que a guerra esteja lá fora, para qualquer momento. Haverá sempre um lugar sagrado que nenhum dos quatro cavaleiros do apocalipse poderão tocar, porque é o último reduto.
O rio da tranquilidade que corre dentro de todos os seres humanos é soberano. Nada no exterior é mais importante. Partindo do interior para o exterior vamos ser capazes de repor o equilíbrio e trazer a paz à superfície.
A ansiedade é uma manifestação das carências da superfície, não das ocorrências do âmago.
Se por momentos te sentires ansioso, por causa de uma discussão, por causa da projecção do que é que qualquer discussão possa significar, não te esqueças que há um valor muito superior dentro de ti, independentemente do teor da discussão. Porque se o teu interior é composto de beleza, é essa a essência que deve transcender cá para fora e não deixar que o decorrer efémero de um processo de catarse manche esse belo lugar. Afinal essa revolução de palavras e actos podem estar a levar os dois seres para um ponto mais alto de existência.
As pessoas discutem. Está na sua essência discordarem, terem visões próprias de como deve ser processada a realidade no mundo.
No final, deve sempre restar a paz no coração de cada um.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Acordar
Há dias em que é um perigo acordar. O regresso à vida pode por vezes parecer uma montanha intransponível no caminho da vida.
Mas mais uma vez, a mente está assustada com o que poderá vir mais adiante.
Os desafios e as promessas que cada dia comporta devem ser encarados como um motor que nos leva cada vez mais longe em cada dia que passa.
Encarar o amanhecer com receio é negar a prenda da existência. A maravilha que é ter o poder transformador em cada instante. A possibilidade de trazer valor para si e para os outros como resultado da sua acção sobre o mundo.
A verdadeira revolução que deve ocorrer em cada despertar é de que temos o poder para mudar tudo para um estágio superior de ser.
domingo, 7 de outubro de 2018
O perigo de estar bem
A ansiedade é como um caçador furtivo que espera pelo momento em que a nossa guarda baixa para desferir um golpe certeiro.
Há dias em que dou por mim a sentir-me tranquilo e olho para trás e não entendo de onde veio o sentimento de ansiedade. Como é que eu consegui deixar-me paralisar pelo ruído mental que surge do processamento mais absurdo sustentado em factos simples.
Um grande amor pode ser percepcionado como uma iminente ruptura. Um desafio pode passar a um obstáculo intransponível. Uma conversa pode potenciar uma discussão, com base num medo de algo que não existe.
A passagem do bem estar para o mal estar muitas vezes assenta na simples pergunta :
E se?
Abrindo assim a caixa de Pandora com todo o tipo de possibilidades. As quais são apoiadas em fobias e recalcamentos que não deveriam ter expressão no presente.
O segredo é manter a guarda da consciência. Lembrar que se no presente estamos bem este é o referente. Este é o ponto de retorno, se por acaso nos perdemos. Os passos que damos na volta tem de nos trazer até aqui. A este ponto onde o silêncio tem domínio e a paz é a sua rainha.
Mesmo que você caia cinco vezes, levante-se seis.
A fé em algo pode ser um forte motivador para a mudança de atitude, para que de fora para dentro se dê a mudança de ver os obstáculos como um desafio que está perfeitamente ao nosso alcance para encontrar o tão desejado caminho para o lago da paz interior.
Os ensinamentos do Budismo são um dos muitos caminhos que podemos optar por seguir.
Deixo aqui as palavras do Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai International.
“Quando a sua determinação muda, tudo começa a mudar na direção do seu desejo.
No momento em que você resolve ser vitorioso, todo o seu ser,
imediatamente se prepara para o sucesso.
Por outro lado, se pensar: Isso nunca vai acontecer!
Nesse momento todo o seu ser desiste e para de lutar.
E assim, tudo se moverá no sentido da derrota.
Prestem atenção na subtileza da mente humana.
A maneira que programamos a nossa mente, a atitude que
temos influencia directamente a nossa vida e o nosso meio ambiente.
O princípio Budista que ressalta que num único momento da vida
contém três mil mundos, elucida o aspecto do verdadeiro poder da vida.
Por meio de uma firme resolução nós podemos transformar as nossas vidas,
a vida daqueles à nossa volta e o lugar em que vivemos.
Todos nós temos essa arma secreta. Não há tesouro maior.
Muitas vezes oramos e desistimos quando as coisas não acontecem
da maneira que queremos.
Mas com que atitude estamos a praticar?
Devemos lutar com determinação pelos nossos sonhos.
Nunca faça nada pela metade.
Se no seu coração acreditar que não vai conseguir,
então você não conseguirá.
É muito importante a nossa atitude perante o Gohonzon.
A solução para tudo é o Daimoku. E se você não acredita nisso,
faça Daimoku até acreditar. Recite para ter coragem de agir.
Tudo o que você precisa está dentro de você.
Por isso recite o Daimoku para extrair toda a sua força interior.
Não se deixe enfraquecer. Lute até conseguir.
Mesmo que você caia cinco vezes, levante-se seis.
Nunca desista de lutar pelos seus seus objectivos.
Nós podemos mudar qualquer coisa.
Podemos mudar o nosso hoje e o nosso amanhã.
Devemos ser corajosos.
Devemos desafiar aquilo que pensamos não ser possível conseguir.
Se nunca desafiarmos o impossível, nunca conheceremos o
verdadeiro poder do Nam-Myoho-Rengue-Kyo.“
Daisaku Ikeda
Para mais informações sobre o Budismo da Soka Gakkai referencio aqui o sítio de Internet
O Convite
Não me interessa o que você faz para viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.
Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria a aparentar que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa quais os planetas que estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.
Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro com você mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.
Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não seja bonito todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida da presença [do seu] Deus. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: "Sim!
Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito [...].
Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.
Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que consegue nos momentos vazios.
Começa hoje
Tomei consciência de que tenho um problema de ansiedade.
Perante este conhecimento, restava ser consumido ou definir uma linha a partir da qual não deixo que a ansiedade passe.
Hoje começa a reconquista do terreno perdido para os pensamentos corrosivos que sem dó nem piedade me assaltam.
Neste espaço vou colocar o meu testemunho, frases de outros encontre, e que de alguma forma me ajudem a fazer o caminho à minha paz.
Não pretendo ser original, nem inovador.
Este é um espaço de reflexão para me lembrar que tenho as chaves da minha felicidade dentro de mim e que me cabe a mim ter esse controlo.
Hoje começa com a frase:
"PARO TODA A MINHA AGITAÇÃO MENTAL E DEIXO O SILÊNCIO INSTALAR-SE EM MIM"
Sempre que a ansiedade me ataca, faço lhe frente com esta afirmação e retomo a paz.