sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Acreditar que somos capazes.

É muito bom estar vivo.
Se há momentos em que ansiedade nos corrói em acreditar o contrário, é muito importante escrever esta mensagem agora, em que a ansiedade não está por perto para perceber que há momentos de tranquilidade e de pensamento positivo.
Um conselho que eu dou a todos aqueles que por vezes desesperam é registar sobretudo os momentos positivos num diário pessoal. Nos momentos em que a postura da alma está mais erguida, devemos tomar nota de como nos sentimos bem, de como o presente oferece a promessa para um dia bom e pleno de coisas boas. Este exercício tem várias vantagens, duas das quais são: 1) sublinhar o sentimento de optimismo presente e cultiva-lo para que se mantenha no consciente e criar raízes mais fundas para que se torne um optimismo inabalável para cada dia que se sucede; 2) ter um registo de memória para um eventual dia em que a ansiedade venha, e possamos olhar para trás e perceber: espera eu já tive dias bons, e se calhar ainda posso ter mais.
A ansiedade é um estado temporário que só nós temos o poder de manter ou deixar ir.
Registar o positivo é aumentar o potencial de resistir a futuros embates com o medo e ansiedade.
Peguem num bloco e registem os momentos bons que têm no vosso presente, amigos, familia, conforto de um lar, o que seja. Lembrem-se que esses momentos são presentes.
Se não forem capazes de visualizar o bom que têm no exterior, não desesperem há um local no vosso interior onde podem encontrar um porto de abrigo - o vosso espaço de existencia que sustenta o vosso ser com todos as sensações e pensamentos que vos ocorrem. Este espaço está para lá dos vossos pensamentos, e compõe as fundações de quem vocês verdadeiramente são. Procurem ir para lá dos vossos pensamentos conscientes, sintam-nos apenas como veículos que passam na auto-estrada da vossa mente, e encontrem uma forma de ir abaixo dessa auto-estrada e sintam a tranquilidade do vosso ser. Um espaço que é só vosso, onde os pensamentos não habitam, mas onde o vosso ser holístico com todo o seu potencial reside.
Conscientes de como podem ter um refugio da ansiedade, voces poderão começar a perceber quão relativa é a natureza do receio que tanto vos incomoda, e podem começar a escolher que carros é que vocês vão dar atenção nessa auto-estrada mental. Disciplinando-se a ver apenas o que interessa para vos por num registo positivo, vão começar a exercitar a mente para sustentar o bom, e não o mau.

Lembrem-se, são veículos. Não se detenham com os que não interessam. Escolham estar em veículos que vos edifiquem.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ansiedade a um mínimo

Por ventura estar melhor, encontrar as estratégias que permitem viver com um peito mais leve e com a sensação de que há muito valor em tudo o que está pela frente.
O segredo é confrontar o medo com propostas mais sedutoras da realidade. A mente é como um porto onde passam inúmeras correntes de pensamento. Nos momentos de maior turbulência, há uma propensão para pensamentos com uma carga mais intensa. Duas estratégias.
Uma passar à ação, ocupar a mente com actividades ou com outros pensamentos.
Outra possibilidade, deixar as ideias negativas fluir para outro lugar e rumar em direção às tranquilidade. Com algum tempo, a ansiedade vai minimizando.
Acreditem há saída e a ansiedade pode ser muito reduzida com uma atitude consciente.

Sono agora.
Tenho de ir andando.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Reacção

Não sei explicar.
Uma conversa simples. Uma pergunta e uma resposta, foi tudo o que bastou para provocar medo.
Eu não posso aceitar que a causa seja esta resposta. Para o facto presente, o teor da pergunta e resposta não é relevante, uma vez que a resposta consistiu num não sei.
A percepção da forma da resposta é que impulsionou um medo, que para mim já cá estava escondido.

Creio que temos muitos medos escondidos dentro de nós. Pequenas bombas relógio que deixamos para trás, em determinados momentos, pequenos momentos não solucionados, e que ficam a semear a desordem interna.
Não está correcto. Há muitas maravilhas na vida de cada um que deixam de ser percepcionadas porque estas pequenos parasitas do passado nos assaltam, activados por um estimulo do presente.

A solução para este problema não passa por retirar os estímulos, se bem que numa primeira abordagem, quando os ataques de medo e de ansiedade surgem como intoleráveis, possa ser desejável reduzir o contacto com este tipo de estímulos. No entanto, o caminho para a liberdade passa por encontrar cada um destes dispositivos do passado e desmantela-los a um ponto em que já não nos possam ferir caso sejam estimulados.

Como é que se faz isso?
Reconhecendo que são todos frutos do passado. O que é passado por desígnio já não pode ter acção no presente, porque já passou, e se o seu eco nos incomoda, é preciso regular o nível do eco para patamares onde não nos possa ferir. Uma recordação, um estimulo podem existir, nós temos que perceber que o passado está lá para trás. Não está aqui e agora. Aqui e agora estão outras coisas. O que o presente nos recorda não é o mesmo que significa. O passado teve um impacto, o estimulo do presente não deve ter esse efeito.
Compreender que o estimulo pode servir para inspirar e não para magoar é o caminho. Perceber que aquela palavra não tem de ter o mesmo peso, que aquela acção não se pode reflectir em nós. E se o estimulo é externo, é apenas da responsabilidade de quem o produziu, o seu efeito tem de ser relativizado.

Objectivo futuro:
Cada estimulo que me provoque uma reacção adversa. Deve ser imediatamente detectado, e associado a uma resposta positiva. Por exemplo, oferecer-me algo, um chocolate, uma musica, uma leitura de uma anedota. É preciso reeducar a mente. As acções dos outros não devem destruir-nos. Temos de nos fazer imutáveis em espírito ao veneno alheio, pois na maioria dos casos não é veneno, e se por acaso a origem tem uma intenção venenosa, é muito provável que nem sejamos nós os visados.

domingo, 4 de novembro de 2018

Às vezes a tristeza


A ansiedade nem sempre me habita. Por vezes dá me tréguas e eu sinto que sou novamente senhor da minha disposição. No entanto, só conseguimos ser verdadeiramente mestres do nosso animo se ativarmos a carapaça que nos protege das circunstâncias.
O mundo está cheio de eventos que nos podem afectar, produzindo uma resposta emocional, que pode ser alegria, tristeza, raiva, melancolia, ódio, amor, desejo, repulsa, enfim uma infindável lista ocorre-me. O propósito desta partilha é perceber que temos uma escolha permanente. Qual é a emoção que queremos ter ao nosso alcance? Se somos muito permeáveis ao meio, é melhor reconhecer o tipo de circunstâncias que nos afectam e tomar medidas para as evitar. Se existem pessoas que são tóxicas na atitude, se existem lugares que nos deprimem, se há ambientes que não nos deixam cómodos, podemos e devemos proteger-nos desses espaços e dessas pessoas.
Pelo menos até conseguirmos desenvolver as nossas muralhas defensivas, pois todos as temos, alguns mais do que outros. A ansiedade alimenta-se deste momentos de fraqueza, em que as energias negativas estão mais pontuadas.
Às vezes a tristeza alimenta um medo que descontrolado se transforma em ansiedade.