domingo, 21 de outubro de 2018

Causas

Nem sempre conseguimos explicar a causa de uma ansiedade. Por vezes parece provocada por uma conversa, uma expectativa, uma ação.
A causalidade varia de caso para caso e tem diferentes graus de intensidade.
Mas a terapia de cada um começa sempre no íntimo. É importante ganhar consciência de que a ansiedade é um produto de uma mente que processa informação à luz de uma cadeia de valores assentes no medo e de que estes receios não podem fazernos mal.
Com essa defesa instalada, podemos partir para a avaliação da natureza desse estado nefasto da alma.
O que sim é importante fazer, é erradicar a perversão do pensamento. Desconstruir a causa enquanto agente de corrosão e perceber que muito provavelmente, a ansiedade deriva de uma mudança de perspectiva sobre a realidade. De que o mundo é composto de circunstâncias e não de  problemas.
Alguém que tenha ansiedade em voar pelo medo do que possa acontecer, poderá obter uma mudança de atitude se vir que é estaticamente mais difícil morrer de uma queda de avião e de que o propósito do voo é mais importante do que o estado de medo.
Há de facto uma escolha nos medos, essa é baseada na atitude, numa indisponibilidade que afirmamos face à causa. Escolher não ter medo e prosseguir com um novo estado de alma.

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