Há momentos em que me posso sentir que a minha ansiedade é provocada por algo exterior a mim. Pode ser resultado de um comportamento de circunstância, por parte de alguém que tem importância para mim.
Impossível de reagir, porque o que é dito transcende o meu limite para aquilo que estava preparado para a ouvir. No entanto, não são necessárias palavras, atitudes ou ausência delas. A ansiedade manifesta-se.
Isto é a parte mais importante para reter deste post:
Tudo o que se passa no exterior é irrelevante para o nosso estado de plenitude.
A nossa paz/felicidade depende exclusivamente de nós.
Uma mente ansiosa achará sempre que as circunstâncias têm prevalência sobre o bem estar. A mente perturbada vai ver o mundo como o grande gestor do bem e do mal.
Mas não é assim. O mundo é apenas um palco onde decorrem os eventos.
O segredo da paz em palco está no controlo emocional e na projecção da verdade para o interior de cada um. A paz estará sempre cá dentro, mesmo que a guerra esteja lá fora, para qualquer momento. Haverá sempre um lugar sagrado que nenhum dos quatro cavaleiros do apocalipse poderão tocar, porque é o último reduto.
O rio da tranquilidade que corre dentro de todos os seres humanos é soberano. Nada no exterior é mais importante. Partindo do interior para o exterior vamos ser capazes de repor o equilíbrio e trazer a paz à superfície.
A ansiedade é uma manifestação das carências da superfície, não das ocorrências do âmago.
Se por momentos te sentires ansioso, por causa de uma discussão, por causa da projecção do que é que qualquer discussão possa significar, não te esqueças que há um valor muito superior dentro de ti, independentemente do teor da discussão. Porque se o teu interior é composto de beleza, é essa a essência que deve transcender cá para fora e não deixar que o decorrer efémero de um processo de catarse manche esse belo lugar. Afinal essa revolução de palavras e actos podem estar a levar os dois seres para um ponto mais alto de existência.
As pessoas discutem. Está na sua essência discordarem, terem visões próprias de como deve ser processada a realidade no mundo.
No final, deve sempre restar a paz no coração de cada um.
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